quarta-feira, 12 de outubro de 2016

CARTA DA TERRA



Para refletir

PREÂMBULO
(...)
Para seguir adiante, devemos reconhecer que, no meio de uma magnífica diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família humana e uma comunidade terrestre com um destino comum. Devemos somar forças para gerar uma sociedade sustentável global baseada no respeito pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça econômica e numa cultura da paz.
(...)


Isto é só um pedacinho dela...


quarta-feira, 31 de agosto de 2016

LUTO


SALVE A PLUTOCRACIA!!!

SALVE A CLEPTOCRACIA!!!

QUE PENA, VIOLENTOU-SE A DEMOCRACIA!

QUAL O PROBLEMA?

NINGUÉM SE IMPORTA, NÃO É MESMO

ESTOU UM POUCO TRISTE. 

AGORA, NÃO TEM MAIS JEITO

QUE PENA!!!

QUEM VIVER VERÁ...

terça-feira, 2 de agosto de 2016

INFÂNCIA - MINHA HISTÓRIA - Continuação



O gato – de quem falei antes - era filhote e se chamava Mescalito. O nome de um personagem do livro de Carlos Castañeda, chamado A Erva do Diabo. Era um dos autores mais lidos nos anos 80.
Nesse morrinho, perdi um crucifixo e a corrente, ambos de prata. Eu estimava muito essa joia. Senti muita tristeza, por isso.
O pé de limão ficou grande e bonito. Meu pai dizia que um homem precisava escrever um livro, ter filhos e plantar uma árvore. Ele plantou o pé de limão, teve três filhos com minha mãe e que eu saiba não escreveu nenhum livro.
- Na vida, nem tudo acontece como nós prevemos.
O quintal era o nosso mundo de criança. Corríamos para lá e para cá.
Minha irmã, mais bebê, colocou um botão da flor de limão dentro do nariz, minha mãe teve de sair correndo pra conseguir que ela o colocasse para fora. E lembro foi difícil ela entender o movimento de expulsar que precisaria fazer com as narinas.
Em frente ao muro da casa, havia um poço. Em que as pessoas da vila e às vezes da rua em frente apanhavam água com uma lata presa a um pau. Faltava água da rua, por vezes.
E esse momento de falta d'água se tornava um momento de prosa afiada entre as pessoas. Muito bom! Tudo, em minha lembrança, era muito bom.
Outro dia vi uma foto desse quintal.
 Minha irmã, naquela época, pequenininha, em pé. E por trás dela, no fundo da foto, a gente vê a Malharia Águia. Uma fábrica de maiôs, com fama internacional. Não está mais localizada ali, mas ainda existe.
Uma época de glamour. As misses – daqueles concursos de miss - vinham de longe fazer prova dos maiôs. Tiravam fotos para revistas. E nós - os moradores daqui de perto - ficávamos olhando, com o maior gosto.
No morrinho de saibro, eu ficava brincando. Havia umas aranhas não perigosas, eu acho. Elas entravam em um buraco na terra e o cobriam com uma espécie de teia mais consistente. Ficava uma tampinha na terra.
Ali, conheci também aqueles tatuzinhos, não sei se lembram ou se conhecem. Uns pequeninos que fechados ficam iguais a uma bolinha preta. Nunca mais os vi. Bem pequeninos mesmo.
Ah! as contas da planta chamada popularmente como lágrimas de Nossa Senhora! Nesse nosso quintal tinha um pé. Fazia colares com as contas. Agulha, fio de nylon. Furava a bolinha e passava o fio de nylon. Depois fechava, com um nó.
As mulheres sempre costumam costurar, tecer os fios da vida. Montar os colares, conta por conta. Arrumar as bolinhas, escolher as cores entre os tons de verde. Textura. Tecido. Vida contada.
Conheci as lesmas, moles, nojentas, babavam as plantas e o muro. As crianças, sem ainda noção do que é mesmo mal, cometem algumas maldades (inocentes!!). Em um certo dia, fiz um experimento: joguei água fervendo sobre uma lesma, grande. Gorda. Comia pedaços de uma planta.
- Nossa! A lesma se desintegrou. Começou a abrir do lado. Encolher e virou uma coisa esquisita, seca.
Ai, que horror! Não me senti bem com aquilo. Talvez tenha entendido o que não era bom. O que não se devia fazer. Chorei e pedi perdão a Deus. Minha mãe me orientou, é lógico!

(Depois, continuo...)

sábado, 30 de julho de 2016

INFÂNCIA - MINHA HISTÓRIA


Outro dia senti saudades do quintal de minha casa, da casa em que nasci. De antes (bem antes) das reformas feitas por meus pais. Reformas necessárias, pois a família aumentou.
Senti saudades do quarto apertado em que ficávamos. Três camas. A casa tinha dois quartos apenas. Éramos três (meu irmão, eu e minha irmã). Nessa ordem mesmo de chegada ao mundo.
O quintal era pequeno, com chão de terra. Um murinho e um portão de uma pessoa só.
Casa de vila. Assim como essas casas para os trabalhadores de uma fábrica. Todas iguais. Viradas uma de frente para a outra. Como se sorrissem sempre umas para as outras. Como se assistissem a hora de dormir, a hora de acordar, a hora de se fechar. Umas das outras.
A vila, vazia de carros. Naquela época, os carros eram poucos. Apenas um vizinho que trabalhava na Vulcan - fábrica de plástico - tinha uma kombi.
Atrás de nossa casa havia um morrinho, morrinho mesmo. Em que meu pai plantara um pé de limão. Nesse morrinho, mais tarde, enterrei meu gato.
Todo de saibro, o morrinho se prestava às nossas brincadeiras. Fiz até um cantinho para uma Nossa Senhora. Um lugar de reza. Meu, só meu.
Brincávamos de ferrinho. Uma brincadeira em que jogávamos o ferrinho no chão de terra para fincar e íamos riscando de um ponto a outro. Quem deixasse o ferrinho cair na hora de fincar, dava a vez para o outro. Ganhava quem desse a volta e chegasse primeiro ao ponto de partida. Fechando assim o circuito.
Acho que enterramos nosso cachorro no morrinho também. O Tobby.

(Depois, continuo...)

terça-feira, 26 de julho de 2016

A ONDA

Olá! Às vezes preciso falar com você que por ventura lê este blog. Engraçado como sinto falta de escrever aqui.

Sei que outras vezes paro um pouco, sabe, só que quando algo parece me incomodar no coração e uma vontade doida de dizer, venho aqui e digo.

Assisti, nesse final de semana, ao filme A ONDA, direção de Denis Gansel. Filme alemão, lançado em 2008. Ficção baseada em fatos.

Pequena sinopse, copiada do site adorocinema:

"Baseado no romance "The Wave" de Todd Strasser (sob o pseudônimo de Morton Rhue), uma história de ficção, mas que foi baseada em fatos. Em abril de 1967, em uma escola de ensino médio em Palo Alto, na Califórnia, o professor Ron Jones fez o experimento mostrado no filme com os seus alunos, e o chamou de "Third Wave"."
É impactante, sim. A estratégia pedagógica serviria de exemplo, se não fosse as consequências desastrosas. Vale pela possibilidade de reavaliar as práticas docentes. Vale também pelos conceitos filosóficos de algumas situações vividas pela humanidade.

É bom. Principalmente, para quem vive a sala de aula. Vale muito a pena!

Um link para o trailler:




sexta-feira, 22 de julho de 2016

CÁLCULO DE LOMBADAS DE LIVROS


 Olhem só! Encontrei na Web, no link abaixo:

http://www.portalchambril.com.br/index.php/br/area-do-grafico/calculadora


uma forma de calcular  largura de lombadas de livros a serem publicados.

A meu ver, pode ser bastante útil.


Grande Suzano Papel e Celulose!

sexta-feira, 17 de junho de 2016

VAL-ZINE - UM ZINE DO VALPARAÍSO


Dez de junho! Dia da Língua Portuguesa e dia de lançar o VAL-ZINE

Um jornalzinho do Valparaíso com muitas histórias e histórias. Sejam em fotos, em contos, crônicas e poesias.

Vejam a foto da primeira página: VOILÁ!! Aí está. Falarei dele mais tarde. Até

terça-feira, 31 de maio de 2016

LEMBRAR, APENAS LEMBRAR


Oi, amigos e amigas, publico mais um poema do meu livro Sorrisos, amores e dores.

LEMBRAR, APENAS LEMBRAR

Eu, em uma tábua,
a Renata* na outra.
Frio, fogo, a noite chegando.
Cantávamos...
Cantamos muito...
Caetano, Ivan Lins, Milton...

- 'Clareia, manhã!
O sol a esconder a clara estrela, ardente,
pérola do céu refletindo teu corpo...'

Assim, deitadas sobre uma tábua.
Cada uma em uma.
A fogueira apagou,
o sono chegou...
Araras,
mil novecentos e oitenta e... não sei!!!
não quero saber,
saber a data para quê?
Lembrar, apenas lembrar!


Este poema é uma homenagem aos amigos. Nesse dia, fomos a Araras, aqui mesmo em Petrópolis. Passamos a noite de sábado e o domingo lá. Na casa de um casal de amigos (Soninha e Marco André).

Faz muito tempo... Éramos jovens!!

Lembro de todos que lá estavam: *Renata (minha irmã), Garinzinho, Xandinho (madá), Marlene, Patricinha (saudade!), Ricardinho.
Bom, Marco André, Soninha e eu.


No dia do lançamento do livro, a interpretação foi feita pela Terezinha. Parabéns, amiga!


sexta-feira, 13 de maio de 2016

PELA CABEÇA OU PELA RAIZ




Quando se corta o mal pela cabeça, para que ele não cresça, a raiz engrossa.

O mal, a gente corta é pela raiz.


Hoje, estou mesmo um pouco triste e reflexiva.

Muitos amigos foram coadjuvantes da mudança que ocorreu em nosso país, todavia ficará para a história essa espécie de conspiração que, por mais que tenha sido disfarçada de legalidade, foi construída por uma maioria de pessoas desonestas e aflitas. Como se fosse o roto falando do esfarrapado.

Muitos interesses em jogo e uma parte do nosso povo aplaudindo, torcendo por mais essa ilegalidade. Muitos se acham sabedores da realidade e ainda menosprezam outros, cuja visão de mundo difere.

Poderia ter sido diferente, poderiam ter tido boa vontade de ajudar e não de perseguir e ultrajar.

Uma pena!

segunda-feira, 2 de maio de 2016

BEZERRA DA SILVA – AQUELE QUE ENXERGAVA LONGE


Pernambucano, de Recife, nasceu em 1927. Veio bem cedo para o Rio de Janeiro, trabalhou na construção civil, como ajudante de pedreiro e pintor; um pouco mais tarde, de acordo com o site www.dicionariompb.com.br foi compositor, instrumentista, cantor. Morreu em janeiro de 2005.

Para mim, mais um visionário.

Aqui, já falei de Camões, quando, lá no século XVI, dizia da falta de piedade dos homens e eu trouxe alguns versos de Lusíadas para a atualidade, no caso dos refugiados. No facebook da Ideia e Ideais Editora falei de Shakespeare e a sua face dramática de cunho universal, lembrando da podridão dos homens. E agora, trago para este blogue: Bezerra da Silva.
Merecedor de um documentário chamado Onde a coruja dorme, direção e roteiro de Marcia Derraik e Simplício Neto, e de um livro, intitulado Bezerra da Silva, produto do morro - trajetória e obra de um sambista que não foi santo, de Letícia C. R. Vianna, esse cidadão não está fazendo aniversário nem tampouco há, por agora, uma data especial sobre ele para comemorar.

Estou elogiando Bezerra da Silva pela sua obra, principalmente pela música Se gritar pega ladrão, mais precisamente esta estrofe:

Se gritar pega ladrão, não fica um meu irmão
Se gritar pega ladrão, não fica um
Se gritar pega ladrão, não fica um meu irmão
Se gritar pega ladrão, não fica um”

Não disse, mais atual do que isso? Não tem para Shakespeare nem para Camões.

Dá-lhe Bezerra da Silva!!!!

quarta-feira, 20 de abril de 2016

ÉRIKA


Hoje, publico o poema ÉRIKA, terceiro a ser declamado no dia do lançamento do livro Sorrisos, amores e dores: em ordem alfabética.

ÉRIKA

Amiga, fostes então.
Um vento apenas soprou
e teu espírito voou.
Para um além,
bem longe de todas as nossas
insignificantes possibilidades.

Jovem como tu eras,
era viva que te queria a vida.
Mas te fez sumir num tempo
rouco, quase mudo,
te fez sumir do nosso mundo.
Levou tua felicidade.

Será que diluiu teu sofrimento?
O que fazes tu neste momento?

A tua intensidade ficou
em nossos corações e
a tua ausência se faz
presente em nossas
recordações...


Voilá!

Uma homenagem a minha amiga Érika que nos deixou tão jovem. Quando morreu estava com 25 anos e muita vontade de viver.

Amava muito as pessoas e a vida. Sofria imensamente as dores e vivia intensamente os amores.

Isso aconteceu há mais ou menos 30 anos. 

Ficou registrada a nossa amizade nesse poema.


  A angústia de um pesar      Durante a madrugada me vieram lembranças. Um tanto quanto estranha a minha alma estava que, ...