segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016
ANTOLOGIAS E CURSOS LIVRES - UM TRABALHO DIFERENCIADO E INDEPENDENTE
A Ideia e Ideais Editora tem um site: www.ideiaeideaiseditora.com
Está novinho em folha, como diz a linguagem popular.
A editora, além de ter o propósito da publicação de livros de novos autores, está oferecendo alguns cursos - Letra Cursiva e Produção Textual.
A editora também está divulgando seus projetos de antologias. São vários os temas!
Você pode participar enviando seu conto!
Visite o site e leia o regulamento. Conte um conto e aumente um ponto!
É assim que hoje sabemos das histórias que percorrem o mundo e a nossa vida.
Lembranças de aprendizado de nossos avós e que ficaram em nossas vidas para sempre. Como é gostoso contar para os filhos, para os netos e para todas as pessoas. Umas contando para as outras!
Quantas histórias os professores, por exemplo, têm para contar. Histórias maravilhosas de alunos que surpreenderam!
Quantos alunos não lembram de alguns professores marcantes. E por isso conseguiram realizar aquele sonho de se formar.
Então, a Ideia e Ideais Editora gostaria de saber o que você tem para dizer.
A editora quer publicar a sua história e eternizá-la!
Envie seu conto!
http://ideiaeideaiseditora.com
ideiaeideaiseditora@gmail.com
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016
IDEIA E IDEAIS EDITORA - REPAGINADA
Olá! Trago para o blogue resenhasefolhetins.blogspot.com a nova logomarca da minha editora:
No papel fica assim:
Demais, não?!
quarta-feira, 27 de janeiro de 2016
BLOGUEIRA OU BLOGUISTA
Desde
que eu pensei em criar este blogue, procurei saber sobre a origem e o
significado do vocábulo BLOG.
Tenho graduação em Letras e verdadeira paixão pelas palavras e as
infinitas potencialidades criativas na formação de novos termos.
Assim
que comecei a divulgar o resenhasefolhetins.blogspot.com, as pessoas,
naturalmente, começaram a me chamar de blogueira. E, sem eu mesma
saber por quê, não me sentia muito à vontade com essa denominação.
Resolvi
pesquisar como ocorreu a escolha do termo blogueira e não bloguista,
por exemplo. Este termo me é mais simpático e o preferi
imediatamente.
Como
tudo na web parece já ter sido dito, é óbvio que esse tema não é
exceção.
Encontrei
muita gente falando sobre a criação de blog e algumas pessoas
também falando sobre blogueira e bloguista. A criação de um
blogue, segundo fontes na internet, se deu em 1997, por Jorn Barger.
Ele criou o web log, e daí o próprio mecanismo da dinâmica da
língua levou ao termo blog
(web log>weblog>we blog>blog).
A
partir daí, sem muita dificuldade podemos entender o que aconteceu.
O vocábulo blog entrou em nosso dia a dia. Como acontece nas línguas
pelo mundo afora, as palavras se aglutinam, se justapõem, se derivam
e, assim, o léxico se revitaliza. O termo blog, em nossa língua,
uniu-se a um dos elementos sufixais formadores de profissão
existentes e voilà:
BLOG + EIRA(O) = BLOGUEIRA
(O).
Na
língua inglesa, a saber, também ocorreu o mesmo processo de
formação com o sufixo -er (BLOGGER), haja vista outros como
winner, rapper etc.
Só
que a dúvida continuou. Por que blogueira e não bloguista?
Pesquisei,
pesquisei, pesquisei. Li em M. Rodrigues Lapa, no maravilhoso
Estilística da Língua Portuguesa, pg 77, que
“É nos sufixos
que a descarga das paixões se dá com maior energia”;
encontrei
em Evanildo Bechara, na sábia Moderna Gramática Portuguesa, 37ª
edição, pg 357, que
“Os
sufixos dificilmente aparecem com uma só aplicação; em regra,
revestem-se de múltiplas acepções e empregá-los com exatidão,
adequando-os às situações variadas, requer e revela completo
conhecimento do idioma.”
Os
sufixos -eira e -ista
têm
um traço semântico em comum, ambos
são também formadores
de termos que indicam ocupação, ofício, e a preferência,
no caso daquele que se ocupa trabalhando em um blogue, se deu para
blogueira(o).
Como
a permanência dos vocábulos na
língua, ainda que estejam em
desacordo com a gramática, - e não que seja este o caso -, se
consagra pelo uso, o termo
blogueira me parece ter vencido.
Agora, com isso não quer dizer que
eu não possa usar bloguista, partindo
do princípio de que para a formação e
o consequente uso de termos
recentes na língua há de
haver um tempo para
a escolha
de um ou de
outro, ou até mesmo serem
usados os dois. São as
chamadas
variantes linguísticas.
Alguns
estudiosos dos processos de formação de palavras dizem que é na
sufixação que ocorre o processo de revitalização do léxico com
maior vitalidade e ainda que o sufixo -eira é um dos mais
produtivos da nossa língua, todavia existe nele uma potencialidade
pejorativa.
Penso
que existe sim uma conotação pejorativa no termo blogueira - e por
isso me pareceu desagradável.
Para
concluir, a escolha de blogueira(o) pode ter surgido
da contaminação com o termo funkeira(o), que
embora tenha significado
diferente, tem prestígio
popular e o uso se
disseminou.
quinta-feira, 21 de janeiro de 2016
LEITURA E COLHEITA (III) - O FASCÍNIO DA LEITURA (continuação)
LEITURA E COLHEITA
(III)
Continuando a resenha sobre o livro Leitura e Colheita, estamos na penúltima parte da Parte I:
Após uma longa
experiência como professora de Língua Portuguesa e Literatura,
Luzia de Maria se angustiava com ao que ela chama de pobreza de
ideias e penúria vocabular de muitos de seus alunos.
Concluiu que as
propostas de trabalho de leitura existentes e praticadas não
correspondiam de maneira tal para que os alunos se tornassem
leitores.
Foi a partir daí
que desenvolveu uma estratégia desafiadora em que, na escola,
elaborava uma lista de livros e deles fazia comentários
contundentes, a fim de incentivar os alunos à leitura, causando
neles o entusiasmo e a curiosidade. E mais um pouco além: a paixão.
Deu certo.
Deu certo.
Através da leitura nos antenamos com o mundo, viajamos ao passado longínquo e dialogamos com o ontem. Vislumbramos os sinais do futuro e nos situamos no aqui e no agora.
Muitas pessoas
dizem não haver tempo para ler. Dizem que é preciso não ter nada
para fazer a fim de poder parar para ler. E Luzia de Maria diz - com
toda razão - que o tempo é a gente que faz e que usamos nosso tempo
para aquilo que nós determinamos como prioridade. E por que não
priorizar a leitura? Ela cita, na página 82, para exemplificar o que
foi dito acima, alguns fragmentos de textos do livro Como um
romance, de Daniel Pennac, publicado pela Editora Rocco.
Nesse mesmo momento
do livro Leitura e Colheita, temos algumas perguntas e respostas e,
embora as perguntas e as respostas sejam todas de extrema
importância, destaquei uma que um participante fez a respeito da
idade que, então, se deveria começar a dar livros às crianças. E
a resposta vem de modo bastante objetivo: assim que abrissem os olhos
na maternidade. Luzia de Maria sugere que os livros sejam apresentados aos bebês do mesmo jeito como são apresentadas as pessoas mais
próximas.
Brincadeiras à
parte, ela afirma que os livros devem entrar na vida da criança o
quanto antes. Antes mesmo do pré-escolar.
Luzia de Maria
segue com considerações enfáticas e comentários apropriados,
citando o espantoso crescimento da população favelada, em
particular no Rio de Janeiro, e assim o crescimento da marginalidade
e a supressão da infância.
A política
salarial desumana faz com que as condições financeiras da família
sejam péssimas e forma o principal motivo que empurra as crianças
para as ruas. E é num aspecto inverso que as situações ocorrem: a
escolaridade deveria determinar o nível de renda mas o nível de
renda é que determina a escolaridade.
Reitera o
ressurgimento da criação das escolas em tempo integral, a exemplo
dos CIEPs. Um verdadeiro centro de formação com oito horas diárias
de convivência. Elogia os centros integrados, os famosos Brizolões,
e aponta três erros fundamentais para não terem ido adiante.
Nada que na opinião dela - e também em minha opinião - não
pudesse ser corrigido.
Um programa
educacional daquela dimensão sem dignificar a figura do professor
que recebia salários ínfimos há décadas. Escolas outras da rede
estadual continuaram funcionando, mas com poucos recursos. Além do
custo alto que também serviu de justificativa para que o projeto
CIEP fosse completamente desmantelado. E é nesse momento que ela faz
a seguinte pergunta: o que é melhor? Um custo alto para aproveitar o
potencial das crianças e vislumbrar esperança no horizonte ou
manter prisões, resguardando a dignidade dos presos.
Em capítulos
seguintes, que é a Parte II do livro, comenta descrevendo a educação
em Cuba, no Japão e a dimensão europeia de educação, com maestria,
e segue exemplificando, para maior esclarecimento ao leitor. São
três capítulos:
- Cuba: uma educação com aval da Unesco
- Japão:
disciplina rigorosa ou envolvimento pessoal
- Interação e
intercâmbio numa dimensão europeia de educação.
Leitura
é exercício da condição de pensar, é alimento para a imaginação,
é refinamento do espírito.
Luzia
de Maria
A Parte III e última
ficará para o próximo post
quarta-feira, 13 de janeiro de 2016
JÚLIA - FALAREI DE CRIANÇAS...
CRÔNICA SOBRE A JÚLIA
Custei, mas conheci a Júlia. Conheci pessoalmente, é o que quero
dizer. Quase 3 anos depois que ela nasceu.
Venho acompanhando o crescimento dela, por algumas fotos que vejo,
desde bebê.
A Júlia é filha da Fabiana, minha manicure e amiga também, pois
há mais ou menos quatorze anos, ela (a Fabiana) faz minha unha e,
venhamos e convenhamos, durante 14 anos, que são 168 meses, com 4
semanas cada, sendo uma hora por semana, são muitas horas de
convivência. Bastante tempo para se gostar ou não de uma pessoa,
não acham?
Quando, então, vi a Júlia no salão, pequenininha, vindo me
conhecer, rapidamente gostei. Na verdade, eu já gostava dela através
do carinho que tenho pela Fabiana. Aí foram apenas uns segundos de
apresentação e pronto.
Agora que a conheci, tão moreninha e com um cabelo lindo de morrer,
é que gostei mais ainda. Ao passar dos minutos, ali, fazendo a unha,
e ela, a Júlia, por perto brincando, vi o quanto ela é encantadora.
Inteligente, observadora e linda! Seus olhinhos são como
jabuticabas. Bem moreninha, mais morena ainda do que nas fotos que
vi.
Carinhosa e doce. Abraça e beija quando a gente pede. Tudo nela
encanta.
Olhem as fotos, não me deixam mentir!
Olhem as fotos, não me deixam mentir!
Porém o que mais me chamou a atenção, além da beleza física, foi a inteligência dela. Ela observa o mundo a sua volta e toma as decisões pelo seu próprio pensamento.
As crianças são abençoadas por Deus e sempre nos surpreendem.
Parabéns aos papais!
quinta-feira, 7 de janeiro de 2016
VÍTIMAS DA TRAGÉDIA DE MARIANA, MG. UM SONETO EM SOLIDARIEDADE
Resolvi construir um soneto. Construir é a palavra certa, pois um soneto é um soneto! São 14 versos, distribuídos em dois quartetos e dois tercetos. Dei preferência aos decassílabos, ou seja, com dez sílabas poéticas. Ulálá!!! Quem sabe um dia farei os alexandrinos...
Temos de considerar também a rima que pode ser AABB, AABB, CDC, DCD, ou outras variedades. Sendo todas difíceis de construir. Este é ABAB, ABAB, CDC, CDC, eu acho. He, He, He!
Este soneto a seguir, eu denominei DILETANTE, com a intenção de demonstrar amadorismo desde o título.
O que é bem verdade!
Bom, leiam e ouçam, e, se quiserem, comentem, critiquem, compartilhem.
DILETANTE
SONETO
Incompetência
e ganância levaram
a
cidade Mariana, na lama.
Engolida
na terra. Soterraram.
Tragédia
anunciada. Ai, que trama!
Rio
Doce, rio brasileiro, extenso.
As
Minas Gerais e o Espírito Santo.
Um
rio que banha ouro e fé. Intenso.
O
grande homem estragou esse encanto.
Caos
ambiental sem planos de emergência.
Minério,
barragens com rompimentos.
Restam
indenizações. Indecência!
Pessoas
desaparecidas, por favor!
Famílias
e histórias destruídas.
O
homem colhe lama, seca, fome e dor.
terça-feira, 22 de dezembro de 2015
LEITURA COMO HERANÇA - O FASCÍNIO DA LEITURA
Resolvi postar alguns comentários meus, a respeito da questão da formação de leitores e a certeza de que pelo menos o início se dá em casa, no seio da família.
LEITURA COMO HERANÇA
Sem nenhuma sombra de dúvida, o gosto pela leitura inicia em casa,
com alguma pessoa da família que gosta de ler e a gente começa a
ter a curiosidade para tal, principalmente, se essa pessoa lhe causa
alguma admiração.
Em minha família, era o meu pai que gostava de ler; lembro de vê-lo
sempre com um jornal na mão. Naquela época era o Jornal do Brasil,
o JB. Lembro também de ouvir ele elogiar Chico Buarque; lembro mais
perfeitamente quando entrou na sala de nossa casinha e balançando um
papel na mão, dizia o quanto era linda aquela canção: Carolina, de
Chico Buarque de Hollanda. Sentou-se no sofá da sala e chamou a minha
mãe e, nós, os filhos. Estava escrita à mão. Leu em voz alta
aquela letra maravilhosa, repleta de lirismo:
Carolina,
Nos seus olhos fundos
Guarda tanta dor,
A dor de todo esse mundo
Eu já lhe expliquei que não vai dar.
Seu pranto não vai nada mudar.
Eu já convidei para dançar.
É hora, já sei, de aproveitar.
Lá fora, amor,
Uma rosa nasceu.
Todo mundo sambou.
Uma estrela caiu.
Eu bem que mostrei sorrindo,
Pela janela, ói que lindo,
Mas Carolina não viu.
(...)
E assim ele cantou depois a canção.
Recordo-me também de ouvir ele elogiar David Nasser e o livro Por uma
menina morta. Elogiava também Chico Anísio e alguns outros.
O JB era um jornal de oposição, esquerdista, bem conceituado. Havia
ideologia; havia, a meu entender, é claro, uma imensa vontade de que
tudo desse certo. Vivíamos tempos de ditadura militar. Anos de
silêncio e aparências.
Portanto, a leitura fazia parte de minha família. E aquilo me dava
gosto.
Logo que cresci mais um pouco, passei a ler bastante. Inclusive
passei a presentear meu pai com livros.
Além de meu pai, e não posso deixar de citar, a mãe de uma amiga
muito querida gostava de ler e com ela conheci livros clássicos como
O morro dos vento uivantes e Jane Eyre, romances longos e belos.
Desenvolvi o gosto por sagas de família, com ela, a
Dona Teresa, mãe da Lúcia.
Meu irmão, minha irmã e eu, nos formamos leitores, dessa maneira,
no seio da nossa família.
FESTAS DE FIM DE ANO - MOMENTO DE LEITURA E CRIAÇÃO
COM
TODA SINCERIDADE
Se
eu pudesse, pularia a semana em que temos o Natal e o Ano Novo. São
apenas nove dias, eu contei. De 24 de dezembro a 01 de janeiro. Assim
mesmo que eu faria. No dia 23, à meia-noite, dormiria. Só acordaria
em 01 de janeiro, também à meia-noite.
Portanto,
sem mesas fartas, sem árvores de Natal, sem a obrigatoriedade de
presentes ou esmolas. Depois, na passagem de um ano para outro, eu
não ouviria os fogos a brilhar no céu da noite e não precisaria
desejar o mesmo Feliz Ano Novo como acontece toda vez. Não porque eu
não deseje o bem para os meus amigos, mas porque é sempre a mesma
situação. Música, cerveja, comida, bum, bum, abraços, beijos,
chororô. Dormir.
Dia
1º, ressaca, cansaço e mais comida, cerveja ou vinho, talvez
champanhe. Repetição de desejos, anseios, objetivos a serem
alcançados.
Ah,
não! Por mim, esses dias sumiriam do meu calendário, não servem
para mais nada, nem mesmo de referência. Não passam de uma grande
bobagem humana. A vida segue e seguirá seu rumo sem esses festejos
impostos a todos.
Chega-se
a um tempo no tempo que não precisamos mais de disfarces dos
sentimentos. Muito menos manter as aparências. Amizade, amor,
felicidade, a gente encontra por aí. Abraços podem ser dados sem
motivos, e esperança, - diz a sabedoria popular - é a última que
morre. Portanto, a esperança vai conosco até o túmulo.
Que
diferença tudo isso faz?
segunda-feira, 14 de dezembro de 2015
A PROPÓSITO
Em 10 de dezembro, Clarice Lispector comemoraria 95 anos.
"Sim, minha força está na solidão. Não tenho medo nem de chuvas tempestivas
nem das grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite."
Curiosamente, a morte de Clarice aconteceu em 9 de dezembro de 1977, um dia antes de completar 57 anos.
sexta-feira, 4 de dezembro de 2015
VIDA DE GADO
Olá!
Acordei hoje com uma letra de música na cabeça. Por quê? Não sei dizer.
Vou postá-la, talvez alguém me diga.
É de Zé Ramalho e se chama VIDA DE GADO.
Vocês que fazem parte dessa massa,
Que passa nos projetos do futuro
É duro tanto ter que caminhar
E dar muito mais do que receber.
E ter que demonstrar sua coragem
à margem do que possa aparecer.
E ver que toda essa engrenagem
Já sente a ferrugem lhe comer.
Eh, ôô, vida de gado
Povo marcado, ê
Povo feliz
Eh, ôô, vida de gado
Povo marcado, ê
Povo feliz
Lá fora faz um tempo confortável
A vigilância cuida do normal
Os automóveis ouvem a notícia
Os homens a publicam no jornal
E correm através da madrugada
A única velhice que chegou
Demoram-se na beira da estrada
E passam a contar o que sobrou.
Eh, ôô, vida de gado
Povo marcado, ê
Povo feliz
Eh, ôô, vida de gado
Povo marcado, ê
Povo feliz
O povo foge da ignorância
Apesar de viver tão perto dela
E sonham com melhores tempos idos
Contemplam essa vida numa cela
Esperam nova possibilidade
De verem esse mundo se acabar
A arca de Noé, o dirigível,
Não voam, nem se pode flutuar,
Não voam, nem se pode flutuar,
Não voam, nem se pode flutuar.
Eh, ôô, vida de gado
Povo marcado e,
Povo feliz
Eh, ôô, vida de gado
Povo marcado e,
Povo feliz
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