quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

JÚLIA - FALAREI DE CRIANÇAS...



CRÔNICA SOBRE A JÚLIA

Custei, mas conheci a Júlia. Conheci pessoalmente, é o que quero dizer. Quase 3 anos depois que ela nasceu.
Venho acompanhando o crescimento dela, por algumas fotos que vejo, desde bebê.
A Júlia é filha da Fabiana, minha manicure e amiga também, pois há mais ou menos quatorze anos, ela (a Fabiana) faz minha unha e, venhamos e convenhamos, durante 14 anos, que são 168 meses, com 4 semanas cada, sendo uma hora por semana, são muitas horas de convivência. Bastante tempo para se gostar ou não de uma pessoa, não acham?
Quando, então, vi a Júlia no salão, pequenininha, vindo me conhecer, rapidamente gostei. Na verdade, eu já gostava dela através do carinho que tenho pela Fabiana. Aí foram apenas uns segundos de apresentação e pronto.
Agora que a conheci, tão moreninha e com um cabelo lindo de morrer, é que gostei mais ainda. Ao passar dos minutos, ali, fazendo a unha, e ela, a Júlia, por perto brincando, vi o quanto ela é encantadora.
Inteligente, observadora e linda! Seus olhinhos são como jabuticabas. Bem moreninha, mais morena ainda do que nas fotos que vi.
Carinhosa e doce. Abraça e beija quando a gente pede. Tudo nela encanta.

Olhem as fotos, não me deixam mentir!



Porém o que mais me chamou a atenção, além da beleza física, foi a inteligência dela. Ela observa o mundo a sua volta e toma as decisões pelo seu próprio pensamento.

As crianças são abençoadas por Deus e sempre nos surpreendem.

Parabéns aos papais!

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

VÍTIMAS DA TRAGÉDIA DE MARIANA, MG. UM SONETO EM SOLIDARIEDADE



Resolvi construir um soneto. Construir é a palavra certa, pois um soneto é um soneto! São 14 versos, distribuídos em dois quartetos e dois tercetos. Dei preferência aos decassílabos, ou seja, com dez sílabas poéticas. Ulálá!!! Quem sabe um dia farei os alexandrinos...
Temos de considerar também a rima que pode ser AABB, AABB, CDC, DCD, ou outras variedades. Sendo todas difíceis de construir. Este é ABAB, ABAB, CDC, CDC, eu acho. He, He, He!
Este soneto a seguir, eu denominei DILETANTE, com a intenção de demonstrar amadorismo desde o título.
O que é bem verdade!
Bom, leiam e ouçam, e, se quiserem, comentem, critiquem, compartilhem.



DILETANTE SONETO

Incompetência e ganância levaram
a cidade Mariana, na lama.
Engolida na terra. Soterraram.
Tragédia anunciada. Ai, que trama!

Rio Doce, rio brasileiro, extenso.
As Minas Gerais e o Espírito Santo.
Um rio que banha ouro e fé. Intenso.
O grande homem estragou esse encanto.

Caos ambiental sem planos de emergência.
Minério, barragens com rompimentos.
Restam indenizações. Indecência!

Pessoas desaparecidas, por favor!
Famílias e histórias destruídas.
O homem colhe lama, seca, fome e dor.

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

LEITURA COMO HERANÇA - O FASCÍNIO DA LEITURA


Resolvi postar alguns comentários meus, a respeito da questão da formação de leitores e a certeza de que pelo menos o início se dá em casa, no seio da família.


LEITURA COMO HERANÇA

Sem nenhuma sombra de dúvida, o gosto pela leitura inicia em casa, com alguma pessoa da família que gosta de ler e a gente começa a ter a curiosidade para tal, principalmente, se essa pessoa lhe causa alguma admiração.

Em minha família, era o meu pai que gostava de ler; lembro de vê-lo sempre com um jornal na mão. Naquela época era o Jornal do Brasil, o JB. Lembro também de ouvir ele elogiar Chico Buarque; lembro mais perfeitamente quando entrou na sala de nossa casinha e balançando um papel na mão, dizia o quanto era linda aquela canção: Carolina, de Chico Buarque de Hollanda. Sentou-se no sofá da sala e chamou a minha mãe e, nós, os filhos. Estava escrita à mão. Leu em voz alta aquela letra maravilhosa, repleta de lirismo:

Carolina,

Nos seus olhos fundos

Guarda tanta dor,

A dor de todo esse mundo



Eu já lhe expliquei que não vai dar.

Seu pranto não vai nada mudar.

Eu já convidei para dançar.

É hora, já sei, de aproveitar.



Lá fora, amor,

Uma rosa nasceu.

Todo mundo sambou.

Uma estrela caiu.

Eu bem que mostrei sorrindo,

Pela janela, ói que lindo,

Mas Carolina não viu.

(...)

E assim ele cantou depois a canção.
Recordo-me também de ouvir ele elogiar David Nasser e o livro Por uma menina morta. Elogiava também Chico Anísio e alguns outros.

O JB era um jornal de oposição, esquerdista, bem conceituado. Havia ideologia; havia, a meu entender, é claro, uma imensa vontade de que tudo desse certo. Vivíamos tempos de ditadura militar. Anos de silêncio e aparências.

Portanto, a leitura fazia parte de minha família. E aquilo me dava gosto.

Logo que cresci mais um pouco, passei a ler bastante. Inclusive passei a presentear meu pai com livros.

Além de meu pai, e não posso deixar de citar, a mãe de uma amiga muito querida gostava de ler e com ela conheci livros clássicos como O morro dos vento uivantes e Jane Eyre, romances longos e belos. Desenvolvi o gosto por sagas de família, com ela, a Dona Teresa, mãe da Lúcia.

Meu irmão, minha irmã e eu, nos formamos leitores, dessa maneira, no seio da nossa família.

FESTAS DE FIM DE ANO - MOMENTO DE LEITURA E CRIAÇÃO



COM TODA SINCERIDADE

Se eu pudesse, pularia a semana em que temos o Natal e o Ano Novo. São apenas nove dias, eu contei. De 24 de dezembro a 01 de janeiro. Assim mesmo que eu faria. No dia 23, à meia-noite, dormiria. Só acordaria em 01 de janeiro, também à meia-noite.

Portanto, sem mesas fartas, sem árvores de Natal, sem a obrigatoriedade de presentes ou esmolas. Depois, na passagem de um ano para outro, eu não ouviria os fogos a brilhar no céu da noite e não precisaria desejar o mesmo Feliz Ano Novo como acontece toda vez. Não porque eu não deseje o bem para os meus amigos, mas porque é sempre a mesma situação. Música, cerveja, comida, bum, bum, abraços, beijos, chororô. Dormir.

Dia 1º, ressaca, cansaço e mais comida, cerveja ou vinho, talvez champanhe. Repetição de desejos, anseios, objetivos a serem alcançados.

Ah, não! Por mim, esses dias sumiriam do meu calendário, não servem para mais nada, nem mesmo de referência. Não passam de uma grande bobagem humana. A vida segue e seguirá seu rumo sem esses festejos impostos a todos.

Chega-se a um tempo no tempo que não precisamos mais de disfarces dos sentimentos. Muito menos manter as aparências. Amizade, amor, felicidade, a gente encontra por aí. Abraços podem ser dados sem motivos, e esperança, - diz a sabedoria popular - é a última que morre. Portanto, a esperança vai conosco até o túmulo.

Que diferença tudo isso faz?

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

AÇUCENA - FALAREI DE FLORES

Talvez não seja preciso eu dizer nada, apenas admirar:
 



A PROPÓSITO



Em 10 de dezembro, Clarice Lispector comemoraria 95 anos.

"Sim, minha força está na solidão. Não tenho medo nem de chuvas tempestivas nem das grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite."
 
Curiosamente, a morte de Clarice aconteceu em 9 de dezembro de 1977, um dia antes de completar 57 anos. 

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

VIDA DE GADO



Olá!

Acordei hoje com uma letra de música na cabeça. Por quê? Não sei dizer.
Vou postá-la, talvez alguém me diga.

É de Zé Ramalho e se chama VIDA DE GADO.

Vocês que fazem parte dessa massa,
Que passa nos projetos do futuro
É duro tanto ter que caminhar
E dar muito mais do que receber.
E ter que demonstrar sua coragem

à margem do que possa aparecer.
E ver que toda essa engrenagem
Já sente a ferrugem lhe comer.

Eh, ôô, vida de gado
Povo marcado, ê
Povo feliz
Eh, ôô, vida de gado
Povo marcado, ê
Povo feliz

Lá fora faz um tempo confortável
A vigilância cuida do normal
Os automóveis ouvem a notícia
Os homens a publicam no jornal
E correm através da madrugada
A única velhice que chegou
Demoram-se na beira da estrada
E passam a contar o que sobrou.

Eh, ôô, vida de gado
Povo marcado, ê
Povo feliz
Eh, ôô, vida de gado
Povo marcado, ê
Povo feliz

O povo foge da ignorância
Apesar de viver tão perto dela
E sonham com melhores tempos idos
Contemplam essa vida numa cela
Esperam nova possibilidade
De verem esse mundo se acabar
A arca de Noé, o dirigível,
Não voam, nem se pode flutuar,
Não voam, nem se pode flutuar,
Não voam, nem se pode flutuar.

Eh, ôô, vida de gado
Povo marcado e,
Povo feliz
Eh, ôô, vida de gado
Povo marcado e,
Povo feliz

LEITURA E COLHEITA (II) - O FASCÍNIO DA LEITURA (continuação)

LEITURA E COLHEITA (II)


A partir de então, Luzia de Maria continua com a história da escola. Faz-nos recordar a época medieval em que a aprendizagem era um legado absolutamente natural, fazia parte da convivência entre adultos e crianças; após a ascensão da burguesia no século XVIII os cuidados com a educação fizeram com que a escola fosse instalada e essa noção compartimentada dos negócios e da família, em que a família ficou em lugar mais privativo e os negócios ficaram nas ruas, está aí até hoje. Provocou-se assim uma fenda entre a vida em família e a escola. 
 
Surgiu então a pedagogia do silêncio. Com excesso de normas disciplinares. A autora lista três ingredientes para o que ela chama de arbitrariedade em nome da disciplina: 
- tradição; 
- despreparo de professores; 
- o autoritarismo das últimas décadas.

Para ela, elegeu-se o silêncio em sala de aula - em nome da disciplina - como condição indispensável para a eficácia da aprendizagem.

Luzia de Maria segue a corrente pedagógica de uma educação libertadora de Paulo Freire e Darcy Ribeiro e apoia a interatividade entre professor e aluno, alunos e alunos. Associando o direito à palavra como condição primordial para o desenvolvimento cognitivo. Ler e escrever. Falar e ouvir. Levar em consideração a história de cada um.
Fala do dever com a formação do homem, que acontece na escola, por conseguinte devemos educar para o questionamento, para o diálogo e para a transformação.

Sendo a nossa sociedade letrada, sendo o nosso mundo permeado pela escrita, se faz mister situar-nos na realidade da leitura. Para a autora, as crianças devem ter acesso aos livros, aos jornais, às revistas. Que por sua vez, precisam ser postos ao alcance de todas as classes.
E o papel da escola surge no momento de oferecer e de criar condições para que uma criança, qualquer criança, possa penetrar no mundo da escrita. Preconiza como atividade pedagógica levar a criança a conhecer o longo caminho para a produção de um livro, ver com seus próprios olhos o processo do início ao fim; conhecer a relação intrínseca que têm a escrita e a leitura.
E nesse processo de formação de leitores, o professor precisa se tornar leitor ávido. O professor precisa ter esse comprometimento.

Verba volant, exempla trahunt. As palavras movem, os exemplos arrastam (Pe. Antônio Vieira)

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

CONTO - MOMENTO DE LEITURA E CRIAÇÃO



Oi! postei para vocês, hoje, uma narrativa de minha autoria, espero que gostem!


AQUELA ENORME PANELA DAQUELE LUGAR


Muito longe daqui, muito longe mesmo, existia um lugar, um vilarejo, que possuía uma terra fértil e de magnífica paisagem, onde alguns legumes e algumas verduras moravam em uma enorme panela. Nessa panela cabiam os melhores dos melhores, la crème de la crème. Vários outros utensílios domésticos, pelo vilarejo, se encontravam: conchas, frigideiras, colheres grandes, colheres pequenininhas, jarras transparentes, caldeirão, chaleira, bule, e outros mais. Contudo, naquela panela enorme moravam os mais proeminentes cidadãos leguminosos e verdurosos do vilarejo.
Mesmo que alguns desses cidadãos envelhecessem, pela ordem natural das plantações, outros, que faziam parte do mesmo caldo, mais jovens então, iam para lá, abrilhantar o conteúdo da enorme panela. Misturavam-se em sopas deliciosas, risotos, massas gratinadas, maravilhas da vila e da panela.
Algumas leguminosas ainda frescas surgiam vez em quando, nesse mesmo lugar, preparando coquetéis, em festas altamente temperadas. Mas só aqueles faziam parte da panela. Umas verduras até bem apessoadas e uns legumes extremamente saborosos apareciam, se aproximavam da panela, mas não os deixavam participar de nada que acontecesse.
- Para não ser injusta, algumas vezes era permitida a presença de uns ou outros, sendo que mantinham a situação sob controle.
Então, esses legumes saborosos e essas verduras bem apessoadas, seguros de suas competências, entraram em uma outra panela. É bem verdade que essa outra panela era menor que a enorme panela já conhecida do lugar. Mesmo assim, tentaram. Criaram bons caldos, inventaram novas receitas, testavam conhecimentos adquiridos pela experiência. A diferença estava presente na forma altruísta de agir, permitiam a entrada de todos que quisessem.
Um belo dia, muito belo mesmo, encheram-se de coragem e divulgaram suas ideias e seus ideais, montaram um evento com temas novos e atuais, chamaram legumes de todos os níveis sociais, verduras e as frutas também. Por que não?
- Hum, não deu certo! Ah, que pena! Em que será que erraram?
Persistentes, esses legumes saborosos e essas verduras bem apessoadas se mantiveram na panela que conseguiram. Menos vigorosos, não tenham dúvidas, porém fortes e decididos a viver na nova panela que entraram.
Muitos cidadãos - aqueles daquela outra panela, já conhecida - não tomavam conhecimento da nova panela daquele lugar, mas a panela nova lá estava. Firme e forte. Pensativa e determinada, às vezes se fechava, apenas para manter seu conteúdo preservado.
A enorme e conhecida panela se enchia de orgulho de seus feitos. Cada vez que um legume ou uma verdura daquela panela surgia em algum evento era iluminado pela mídia local. Mexia daqui, mexia dali e todas as vezes descobria-se que a farinha era do mesmo saco, ou melhor, o legume era da mesma panela. Aquela enorme panela daquele lugar.
Houve uma festa no vilarejo dos legumes e verduras e frutas, de todos os tipos. Ali mesmo nesse lugar a que estamos nos referindo.
- Ah! Essa seria a hora de tentar novamente! pensaram os habitantes da panela que surgira recentemente. 
- Temos excelentes ideias e acreditamos no sucesso delas, além do mais são perfeitas para incluir todos os cidadãos leguminosos e verdurosos que quiserem participar. Somos novos na empreitada e temos muita vontade de participar dos eventos que pudermos.
Falou-se com um, falou-se com outro, e novamente ficaram felizes e confiantes. Mas...
- Ai, caramba! Nada de novo aconteceu.
Também, pudera! O dono da festa era conhecido das pessoas da enorme panela. A responsável pelas receitas fazia parte da Associação Panelática dos Legumes Importados. O tempero mais inusitado fora trazido pela presidente da Academia Vilarejiana das Verduras e Leguminosas. É, parece que o espaço já estava tomado.
Existia também naquele lugar um jornal, que cobria os eventos, e os responsáveis pelo jornal eram algumas dessas leguminosas e verdurosas que faziam parte da panela enorme. Ademais quem escreveu o artigo sobre o acontecido tinha lugar de destaque no cabo da panela.
Vejam só, a pequena verdurinha, novinha, que surgiu em meio à festa sendo agraciada pelas lindas poesias, a respeito dos pratos deliciosos, também era filha de um legume e de uma verdura, que já se encontravam na panela, naquela enorme panela de que estamos falando aqui.
- Ora, pipocas! Assim fica difícil!
- Difícil, sim, mas não impossível!
Como toda boa história não deve terminar assim, tão friamente, saibam que não perderam a esperança. Dizem por aí que o vilarejo ainda existe e que a pequena panela continua em pé, eles e elas continuam trabalhando com afinco. Com legumes frescos, verduras viçosas e frutas de diversos sabores para serem apreciadas. Mil ideias para serem postas em prática e lugar para todos que se interessarem em participar. Poderá deixar de ser panela e poderá se tornar um lugar livre em que todos, legumes, frutas, verduras, copos, jarras, bules e outros utensílios mais, possam se manifestar e mostrar a competência e a capacidade de construir um lugar melhor. Longe de panelas e panelões, com diversidade de temperos novos, e compartilhar receitas de dar água na boca.


IDEIA E IDEAIS EDITORA - REPAGINAR


Oi, aviso aos navegantes:



A IDEIA E IDEAIS EDITORA está em processo de reestruturação, assim o site já está fora do ar. 
Os projetos, cursos e serviços também.
Inclusive a logomarca.
Mudarei o visual do blog, por enquanto, já que a logomarca virá um pouco diferente da atual.

A editora voltará ao ar em 2016, REPAGINADA!





  A angústia de um pesar      Durante a madrugada me vieram lembranças. Um tanto quanto estranha a minha alma estava que, ...