quarta-feira, 11 de novembro de 2015
sexta-feira, 6 de novembro de 2015
CONTO - MOMENTO DE LEITURA E CRIAÇÃO
Oi! postei para vocês, hoje, uma narrativa de minha autoria, espero que gostem!
AQUELA ENORME PANELA DAQUELE LUGAR
AQUELA ENORME PANELA DAQUELE LUGAR
Muito longe daqui, muito longe mesmo, existia um lugar, um vilarejo, que possuía uma terra fértil e de magnífica paisagem, onde alguns legumes e algumas verduras moravam em uma enorme panela. Nessa panela cabiam os melhores dos melhores, la crème de la crème. Vários outros utensílios domésticos, pelo vilarejo, se encontravam: conchas, frigideiras, colheres grandes, colheres pequenininhas, jarras transparentes, caldeirão, chaleira, bule, e outros mais. Contudo, naquela panela enorme moravam os mais proeminentes cidadãos leguminosos e verdurosos do vilarejo.
Mesmo
que alguns desses cidadãos envelhecessem, pela ordem natural das
plantações, outros, que faziam parte do mesmo caldo, mais jovens
então, iam para lá, abrilhantar o conteúdo da enorme panela.
Misturavam-se em sopas deliciosas, risotos, massas gratinadas,
maravilhas da vila e da panela.
Algumas
leguminosas ainda frescas surgiam vez em quando, nesse mesmo lugar,
preparando coquetéis, em festas altamente temperadas. Mas só
aqueles faziam parte da panela. Umas verduras até bem apessoadas e
uns legumes extremamente saborosos apareciam, se aproximavam da
panela, mas não os deixavam participar de nada que acontecesse.
-
Para não ser injusta, algumas vezes era permitida a presença de uns
ou outros, sendo que mantinham a situação sob controle.
Então,
esses legumes saborosos e essas verduras bem apessoadas, seguros de
suas competências, entraram em uma outra panela. É bem verdade que
essa outra panela era menor que a enorme panela já conhecida do
lugar. Mesmo assim, tentaram. Criaram bons caldos, inventaram novas
receitas, testavam conhecimentos adquiridos pela experiência. A
diferença estava presente na forma altruísta de agir, permitiam a
entrada de todos que quisessem.
Um
belo dia, muito belo mesmo, encheram-se de coragem e divulgaram suas
ideias e seus ideais, montaram um evento com temas novos e atuais,
chamaram legumes de todos os níveis sociais, verduras e as frutas
também. Por que não?
-
Hum, não deu certo! Ah, que pena! Em que será que erraram?
Persistentes,
esses legumes saborosos e essas verduras bem apessoadas se mantiveram
na panela que conseguiram. Menos vigorosos, não tenham dúvidas,
porém fortes e decididos a viver na nova panela que entraram.
Muitos
cidadãos - aqueles daquela outra panela, já conhecida - não
tomavam conhecimento da nova panela daquele lugar, mas a panela nova
lá estava. Firme e forte. Pensativa e determinada, às vezes se
fechava, apenas para manter seu conteúdo preservado.
A
enorme e conhecida panela se enchia de orgulho de seus feitos. Cada
vez que um legume ou uma verdura daquela panela surgia em algum
evento era iluminado pela mídia local. Mexia daqui, mexia dali e
todas as vezes descobria-se que a farinha era do mesmo saco, ou
melhor, o legume era da mesma panela. Aquela enorme panela daquele
lugar.
Houve
uma festa no vilarejo dos legumes e verduras e frutas, de todos os
tipos. Ali mesmo nesse lugar a que estamos nos referindo.
-
Ah! Essa seria a hora de tentar novamente! pensaram os habitantes da
panela que surgira recentemente.
-
Temos excelentes ideias e acreditamos no sucesso delas, além do mais
são perfeitas para incluir todos os cidadãos leguminosos e
verdurosos que quiserem participar. Somos novos na empreitada e temos
muita vontade de participar dos eventos que pudermos.
Falou-se
com um, falou-se com outro, e novamente ficaram felizes e confiantes.
Mas...
-
Ai, caramba! Nada de novo aconteceu.
Também,
pudera! O dono da festa era conhecido das pessoas da enorme panela. A
responsável pelas receitas fazia parte da Associação Panelática
dos Legumes Importados. O tempero mais inusitado fora trazido pela
presidente da Academia Vilarejiana das Verduras e Leguminosas. É,
parece que o espaço já estava tomado.
Existia
também naquele lugar um jornal, que cobria os eventos, e os
responsáveis pelo jornal eram algumas dessas leguminosas e
verdurosas que faziam parte da panela enorme. Ademais quem escreveu o
artigo sobre o acontecido tinha lugar de destaque no cabo da panela.
Vejam
só, a pequena verdurinha, novinha, que surgiu em meio à festa sendo
agraciada pelas lindas poesias, a respeito dos pratos deliciosos,
também era filha de um legume e de uma verdura, que já se
encontravam na panela, naquela enorme panela de que estamos falando
aqui.
-
Ora, pipocas! Assim fica difícil!
-
Difícil, sim, mas não impossível!
Como
toda boa história não deve terminar assim, tão friamente, saibam
que não perderam a esperança. Dizem por aí que o vilarejo ainda
existe e que a pequena panela continua em pé, eles e elas continuam
trabalhando com afinco. Com legumes frescos, verduras viçosas e
frutas de diversos sabores para serem apreciadas. Mil ideias para
serem postas em prática e lugar para todos que se interessarem em
participar. Poderá deixar de ser panela e poderá se tornar um lugar
livre em que todos, legumes, frutas, verduras, copos, jarras, bules e
outros utensílios mais, possam se manifestar e mostrar a competência
e a capacidade de construir um lugar melhor. Longe de panelas e
panelões, com diversidade de temperos novos, e compartilhar receitas
de dar água na boca.
IDEIA E IDEAIS EDITORA - REPAGINAR
Oi, aviso aos navegantes:
A IDEIA E IDEAIS EDITORA está em processo de reestruturação, assim o site já está fora do ar.
Os projetos, cursos e serviços também.
Inclusive a logomarca.
Mudarei o visual do blog, por enquanto, já que a logomarca virá um pouco diferente da atual.
A editora voltará ao ar em 2016, REPAGINADA!
quinta-feira, 29 de outubro de 2015
segunda-feira, 26 de outubro de 2015
UM POUCO DE SAUDADE
BETO
Saudades,
nossa senhora!
Como
posso nunca mais?
Meu
Deus! Nunca mais...
meu
amigo, meu irmão,
meu
irmão, meu amigo...
A
vida não mais será a mesma.
A
lesma se arrasta na flor
A
vida desgasta,
se
afasta do seu amor!
Passou
um ano,
passarão
dois, três anos...
Nunca
mais em vida na terra.
Saudades,
nossa senhora!
Peço
clemência...
Como
dói a sua ausência
Suprir
a falta da sua existência,
Como?
Não
mais lhe dizer minhas tristes verdades
Não
mais compartilhar as pequenas felicidades...
Saudades!
Saudades
mais doídas hoje!
Saudades,
doidas saudades!
sexta-feira, 23 de outubro de 2015
LEITURA E COLHEITA (I) - O FASCÍNIO DA LEITURA (continuação)
Em
uma tarde chuvosa, estava eu 'zapeando', quando um programa da TV
FASE chamou-me a atenção. Luzia de Maria era a entrevistada.
Falavam
sobre livros, leitura, formação escolar, letras e tudo mais a
respeito, e como esses assuntos muito me interessam, eu parei para
assistir.
Mostravam
os muitos livros que Luzia de Maria escreveu; projetos, palestras e
cursos que realizou. Bastante interessante o programa e a pessoa de
Luzia de Maria. Dotada de um raciocínio crítico a respeito da
educação, da formação de leitores e do papel da escola na
atualidade.
O
livro Leitura e Colheita (um dos assuntos relevantes na entrevista)
me causou uma enorme curiosidade e uma imensa vontade de conhecer seu
conteúdo.
LEITURA
E COLHEITA (I)
Luzia
de Maria divide o livro em três partes:
I
– Do direito ao conhecimento;
II
– Olhar o mundo, confrontar-se;
III
– Livros e leituras: partilhar.
Na
primeira parte, composta de oito tópicos, ela constrói inicialmente
uma síntese sobre a educação, desde as sociedades primitivas,
mencionando a Revolução Industrial até o atual momento tecnológico
(século XXI). Fala das necessidades de mudanças radicais na posição
da escola e questiona o verdadeiro sentido de “saber ler”. Qual a
exata dimensão da leitura no processo de formação do homem
contemporâneo?
Reflete
sobre o analfabetismo absoluto e o funcional relacionando-os não só
à preocupação com justiça social, mas também à preocupação
econômica junto ao desenvolvimento e ao progresso de uma nação.
Luzia
de Maria cita professores, pensadores e pesquisadores consagrados
como Vigotsky, Frank Smith, Jean Foucambert, entre outros, sempre com
a finalidade de estimulo à leitura e à formação de leitores sem
se importar em que idade isso venha a acontecer. E lembra ainda que
qualquer experiência que tenhamos significa estarmos vivos e a
leitura é experiência e o aprendizado advém da experiência.
Essa
resenha é do primeiro tópico, da primeira parte, cujo título é
LEITURA: UMA FACE DA EXPERIÊNCIA.
quarta-feira, 14 de outubro de 2015
LEITURA E COLHEITA - O FASCÍNIO DA LEITURA
Terminei ontem (13
de outubro de 2015) de ler o livro LEITURA & COLHEITA –
Livros, leitura e formação de leitores, de Luzia de Maria, Edição
2008, composto e impresso pela Editora Vozes, e, antes de
preparar a resenha dessa obra, eu resolvi postar neste blog pequenas porções que escolhi para reflexão:
“... Enfim, para
corresponder à complexidade dos novos tempos, é necessário
oferecer melhor formação àqueles que vão atuar nessa sociedade.”
(pag 15)
“Mais do que nunca
se cobra da escola que saia da posição de simples transmissora de
informações e assuma a formação de crianças aptas a construir
conhecimentos, não apenas lhe oferecendo condições propícias para
tal, mas também priorizando autonomia enquanto condição essencial,
para que elas, fora do espaço escolar,
deem continuidade ao processo
de aprender.” (pag 16)
“... o
analfabetismo, ainda que funcional, custa caro, tanto para as
empresas quanto para a nação em seu conjunto.” (pag 19)
“... a leitura é
a possibilidade de diálogo para além do tempo e do espaço; é o
alargamento do mundo para além dos limites do nosso quarto, mesmo
sem sairmos de casa;...” (pag 25)
“O que queremos
formar afinal: indivíduos que se calem, submissos, diante de um
poder qualquer, muitas vezes arbitrário, ou cidadãos capazes de
legitimar suas posições, argumentando e defendendo seus direitos?
Educamos para o silêncio ou para o diálogo?” (pag 39)
Por enquanto é só.
domingo, 4 de outubro de 2015
CAMÕES, UM VISIONÁRIO
CAMÕES,
UM VISIONÁRIO
“(…)
129
-
Põe-me onde se use toda a feridade,
Entre
leões e tigres, e verei
Se
neles achar posso a piedade
que
entre peitos humanos não achei”
(…)”
Em
pleno século XVI, Luiz Vaz de Camões, em Os Lusíadas, já faz suas
considerações sobre a falta de piedade inerente ao homem.
Esse
fragmento pertence ao Episódio Inês de Castro, Canto III, Estância 129. Camões
com seus decassílabos heroicos narra a história do assassinato de
Inês de Castro, por D. Afonso IV, rei de Portugal, em virtude do
caso de amor proibido entre ela (Inês) e o príncipe Dom Pedro,
filho de Dom Afonso.
É a
súplica pela vida. Inês pede piedade e não encontra a
resposta que queria, foi morta pelos brutos matadores do
rei.
Como
podem ver, desde há muito a humanidade se faz cruel. O
amor entre eles e o assassinato dela
ocorreu no século XIV.
Escrevi
este texto em homenagem aos refugiados que suplicam
ao menos um
pouco de piedade pelas dificuldades que
estão passando!
terça-feira, 29 de setembro de 2015
AÍ VAI MEU CORAÇÃO - UM BOM LIVRO PARA LER E TER EM SUA ESTANTE
Terminei
de ler, há alguns dias, o livro Aí vai meu coração,
de Ana Luísa Martins. São cartas que Tarsila do Amaral e Anna Maria
Martins remeteram para Luís Martins. Conteúdo bastante precioso de
uma época vivida por essas três pessoas.
Cartas
que nos contam íntimos pedaços de vidas entrelaçadas.
A
autora Ana Luísa Martins, filha de Anna Maria Martins e Luís
Martins, deu vida novamente aos amores compartilhados em momentos,
primeiramente, distintos e - por obra do destino - mais tarde cruzados
finalizando um amor e iniciando outro.
O
crédito do projeto gráfico é de Márcia Signorini, pessoa que
conheci por meio de um curso a distância de Produção Gráfica
Editorial, oferecido pela Universidade do Livro. Ela (prof Márcia)
com esse projeto nos oferece um livro diferenciado e de excelente
apresentação.
Descobri,
ao ler essa obra, o Sr Luís Martins, escritor, jornalista, crítico
de arte. No livro, são publicadas algumas crônicas dele que eram
publicadas no Estado de São Paulo, na década de 50. Muito boas, de
muito bom gosto.
Vale
a pena ler essa história e assim conhecemos também mais uma fase da
vida de Tarsila do Amaral (importante pintora brasileira). Gostei
bastante.
A LOGOMARCA DE MINHA EDITORA
Essa logomarca que está por trás das postagens é da minha editora (a Ideia e Ideais Editora)
segunda-feira, 28 de setembro de 2015
SOBRE O QUE FALAREI
Olá!
Criei este blog na intenção de poder refletir com vocês a respeito de assuntos que venham a me incomodar e outros que venham a me encantar.
Falarei de minha editora - a Ideia e Ideais Editora - novinha e imensa de objetivos a serem alcançados, metas a serem atingidas. Sempre voltada para incentivar a importância da educação escolar, a excelência na formação de leitores e a divulgação de novos escritores.
Falarei sobre livros e postarei resenhas também.
Falarei a respeito do caminho que segue a humanidade.
Falarei sobre flores, quando chegar a primavera e sempre que houver inspiração para criar.
Falarei sobre borboletas, quando as encontrar e algo em mim se fortalecer para renovar.
Falarei sobre crianças, todas as vezes que puder e todas as vezes que eu me sentir plena de amor.
Procurarei oferecer a vocês o doce prazer do encontro literário.
Criei este blog na intenção de poder refletir com vocês a respeito de assuntos que venham a me incomodar e outros que venham a me encantar.
Falarei de minha editora - a Ideia e Ideais Editora - novinha e imensa de objetivos a serem alcançados, metas a serem atingidas. Sempre voltada para incentivar a importância da educação escolar, a excelência na formação de leitores e a divulgação de novos escritores.
Falarei sobre livros e postarei resenhas também.
Falarei a respeito do caminho que segue a humanidade.
Falarei sobre flores, quando chegar a primavera e sempre que houver inspiração para criar.
Falarei sobre borboletas, quando as encontrar e algo em mim se fortalecer para renovar.
Falarei sobre crianças, todas as vezes que puder e todas as vezes que eu me sentir plena de amor.
Procurarei oferecer a vocês o doce prazer do encontro literário.
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